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Eleições sem garantias institucionais: o alerta do Uganda e a responsabilidade angolana - Luís Silva Cardoso

Luanda - A história política recente demonstra que eleições, por si só, não produzem democracia. Produzem, quando muito, legitimidade formal. A experiência acumulada em contextos tão distintos como a Venezuela, Angola e, mais recentemente, o Uganda confirma que o sufrágio universal pode coexistir com práticas sistemáticas de concentração do poder, erosão institucional e restrição efetiva da alternância. Fonte: Club-k.net O caso do Uganda, em particular, oferece hoje um exemplo pedagógico e inquietante do que ocorre quando o voto se mantém, mas as garantias institucionais colapsam. QUANDO O VOTO DEIXA DE CONTROLAR O PODER Do ponto de vista teórico, a democracia moderna não se define apenas pela realização de eleições, mas pela existência de instituições capazes de limitar o poder político. Robert Dahl já advertia que eleições só são democraticamente significativas quando integradas num sistema que assegure liberdade de expressão, organização, acesso à informação e competição real. Quando essas condições não existem, o voto deixa de funcionar como mecanismo de controlo e transforma-se num instrumento de ratificação do poder previamente estabelecido. No Uganda, as eleições recentes ilustram este fenómeno de forma clara: o processo eleitoral ocorreu, a oposição participou, mas o ambiente político foi marcado por assimetrias estruturais profundas, instrumentalização do aparelho estatal e restrições severas ao espaço cívico. O resultado é um regime formalmente eleitoral, mas substantivamente fechado. AUTORITARISMO COMPETITIVO: A ZONA CINZENTA Levitsky e Way descrevem estes sistemas como autoritarismos competitivos: regimes que preservam eleições e oposição, mas manipulam sistematicamente as regras do jogo para eliminar a incerteza eleitoral. A repressão tende a ser seletiva, legalista e institucionalmente disfarçada, tornando o regime mais resiliente do que ditaduras clássicas. É precisamente essa resiliência que torna o fenómeno perigoso. Ao invocar legitimidade eleitoral, estes regimes neutralizam pressões internas e externas, ao mesmo tempo que deslegitimam a oposição como “anti-democrática”. O RISCO DO RITUAL ELEITORAL Larry Diamond chamou a este fenómeno “democracia sem democracia”: sistemas que mantêm a forma, mas esvaziam o conteúdo. As eleições deixam de ser escolha e tornam-se ritual político, útil para reafirmar autoridade, não para permitir alternância. O Uganda demonstra até onde essa lógica pode avançar quando não é contida a tempo. A questão central já não é quem venceu, mas se o processo permitia, de facto, que alguém pudesse vencer. O QUE ANGOLA DEVE PRECAVER Angola não é Uganda, nem a sua trajetória política é idêntica. Mas a experiência comparada ensina que nenhum sistema está imune à erosão institucional silenciosa. A preservação da estabilidade política, frequentemente invocada como prioridade, só é sustentável quando acompanhada por instituições credíveis e autónomas. A lição do Uganda não é um julgamento externo, mas um alerta estrutural: – tribunais eleitorais precisam ser percebidos como independentes;– a justiça deve ser um árbitro, não um instrumento;– a imprensa e a oposição devem operar sem constrangimentos indiretos;– a competição política deve ser real, não apenas formal. Quando esses elementos se enfraquecem, o processo eleitoral perde capacidade de renovar legitimidades e passa a acumular tensões. CONCLUSÃO A democracia não começa nem termina no dia da eleição. Começa na construção paciente de instituições autónomas e termina quando o voto deixa de ter consequências reais. O Uganda mostra o destino de sistemas que preservam eleições, mas esvaziam garantias. Angola, como qualquer sistema político em evolução, enfrenta o desafio inverso: fortalecer as garantias antes que o ritual substitua a escolha. Defender eleições é necessário. Defender instituições é indispensável. Sem essa distinção, o conceito de democracia torna-se apenas uma palavra, útil ao poder, mas vazia para os cidadãos. Por:Luís Silva Cardoso 17/01/2026

1/17/2026 12:34:56 PM

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